logoblogg.de • Elektrische Zigarette 

Sonntag, 30.09.2007

Meus prezados...

...cinco leitores, fieis e assíduos. Cansei de ficar apagando spam, cansei de ficar sabendo que vocês tentam comentar sem conseguir. Vou para outra Pasárgada e talvez nem seja esta a minha última mudança... Os arquivos ficam por aqui, que não tenho como levar. Como em tudo na vida, crio raízes, acho difícil ir embora, mas quando o impulso vem, eu vou. Vou. Os comentários vão estar fechados. Se quiserem me escrevam. É só clicar aqui.

Freitag, 28.09.2007

Donnerstag, 27.09.2007

Um sentido sumiu.

Não foi a visão. Escrevo e vejo as letras pretas na página em branco, um fundo azul. Ao meu lado tenho uma garrafa de água mineral verde, rótulo amarelo, letras vermelhas. Um copo, tipo cálice, amarelo alaranjado. Uma câmera fotográfica, um despertador. Uma máquina de calcular vermelha. Um áudio-livro do Umberto Eco. Uma barra de chocolate. Dois pares de óculos. E ainda estou usando outro, de armação de massa verde. Papel de anotação cor de rosa, um pacotinho de lenço de papel. Um suporte com muitas canetas e lápis. O mouse está à minha direita. E tenho um abajur acesso à esquerda. O teclado é preto. Ao lado, as aulas do curso, impressas. Tem mais. Muito mais. Mas atenho-me ao que está mais próximo.

Não foi o paladar. Eu parto e mordo um pedaço do chocolate em barra. Com 70% de cacau, que tenho intolerância a leite. O recheio é de figo. Saboreio devagar. O paladar está presente. Sinto o sabor do chocolate amargo, misturado com o suave gosto de figo, bem doce. Tenho de levantar para lavar as mãos, que ficaram lambuzadas do chocolate.

O tato não sumiu. Eu sinto o frescor da água na minha pele, o frio do metal na ponta dos dedos. Sinto o tiquetaquear dos meus dedos no teclado. Sinto se aperto a ponta do lápis nas pontas dos dedos, na palma das mãos... Não, definitivamente o tato não sumiu.

Nem foi a audição. Eu ouço o zunzum do motor do computador. A noite está quente, eu ouço o cricrilar dos grilos; ouço o tinido, de criação própria e para uso particular. Não, não me falta a audição...

Foi o olfato. É noite fechada e eu não sinto nenhum cheiro. Não, não sinto cheiro nenhum, nem do chocolate. Eis o que me falta neste instante: o olfato. Não sinto o cheiro de esterco entrando pela janela, tão comum nos meses de verão... Não sinto, não, eu não sinto nenhum cheiro. Então é isto, falta-me o olfato. Neste instante, no aqui, no agora.

Solução simplória, eu sei... Depois deste exercício, fico com a impressão que Saramago escreveu o seu “ensaio sobre a cegueira” num rompante como este, de exercitar a imaginação sem um dos sentidos.

Conclusão:

1. é fácil prescindir de um sentido quando não precisamos dele. Nem sempre precisamos de todos ao mesmo tempo – será? É fato – o olfato complementa o paladar para conferir sabor aos alimentos. Sem olfato perdemos metade – ou mais, do sabor das coisas. E fico imaginando que o meu chocolate teria um sabor muito mais acentuado e refinado se o meu olfato estive funcionando agora.

2. é bom poder contar com todos os sentidos ( e mais os outros) e ainda aquele que chamados de sexto sentido, de preferência sempre juntos...


Observação: Este texto é um dos exercícios proposto na oficina virtual da “Terapia da Palavra”.
Eu participo da primeira turma e estou gostando muito. Muito interessante para dar uma incrementada na imaginação. Recomendo. As inscrições para a próxima turma on-line já estão abertas.


Montag, 24.09.2007

Local de caminhada

Onde eu faço minhas caminhadas, três vezes por semana.



Montag, 17.09.2007

Seguindo o Reiner...

...pelas florestas,


...pelos campos.



E apreciamos juntos a paisagem do vale.


Ontem nos Alpes suábios.

Mittwoch, 12.09.2007

"Eu levo o girasol..."



Samstag, 08.09.2007

Colhendo maçãs.

OK!
Hoje começamos a colheita das maçãs. O processo é simples. Primeiro recolhemos as que já estão no chão, separando as que vão virar suco, das que vão pro lixo em dois baldes diferentes.



Depois decidimos, se vamos guardar as maçãs para comermos em casa, colhemos as maçãs uma a uma à mão e colocamos ordenadamente em uma caixa que vai ficar no nosso balcão.



Se não vamos guardar, ou se já temos suficiente para guardar para nós e distribuir entre os amigos, então as maçãs são derrubadas com uma vara e voltamos ao processo inicial, separando as que vão virar suco das que vão pro lixo. As maçãs que caem no chão, sozinhas ou derrubadas, não podem ser guardadas por muito tempo porque, mesmo quando não dá pra perceber, elas amassam e vão apodrecer em pouco tempo. Para fazer suco elas servem porque elas já vão pra prensa na semana que vem. Nós a colocamos em sacos de linho grandes e as levadas para uma firma que produz suco na segunda-feira. O preço que eles pagam pelas maçãs é irrisório. Colhemos assim mesmo e levamos para vender só para não vê-las apodrecendo no chão. O consolo é que recebemos um vale, uma espécie de desconto no suco que compramos por litro desta firma durante o ano.

Freitag, 07.09.2007

Sete de setembro

Quando eu era criança, era dia de marcha. Marchávamos ao som da banda da escola. Era um nervosismo puro. Atenção dobrada pra não errar o passo. Olhar reto em frente. Não se distrair com o público.

Hoje foi dia de caminhada. Com os bastões, Nordic walking, procurando não socar muito com o bastão no chão pra não forçar as costas, já, de novo, mais que indevidamente contraídas... Acertar o passo, olhar no horizonte, ombros soltos. Mas sorrir e conversar estava liberado. Hoje foi mais um passeio que um exercício.

Voltei pra casa e fui cuidar um pouco do carro, descuidado coitado, sujo... sujo demais. Caminhar na floresta é gostoso, mas o tênis se suja demais, com barro, pedrinhas e afins. Metade fica no chão do carro. E os vidros do carro, coitados... e os pobres assentos... Aspirei tudo na frente da garagem, fui ao posto de gasolina para lavar o carro por fora, aquelas lavagens automáticas e rápidas, voltei pra frente da garagem e limpei tudo por dentro, com pano molhado. E depois seco. Como tem superfície pra limpar, Jesus... parece que não acaba nunca. Sem perceber fiquei mais de duas horas nisto...

A cabeça estava naqueles desfiles infantis. Tentei rever nossos uniformes... Não lembro de quase nada. Só que era uma saia branca, plissada. Será? A memória é uma coisa danada mesmo. Talvez um dia, quando estiver velhinha, volte a me lembrar destes detalhes. Mas quando este dia chegar provavelmente já terei esquecido de um monte de outras...

Talvez por isto precise escrever. E fotografar. Reter, reter o momento tão fugaz. A memória tão frágil.. Ontem fui experimentar uma máquina fotográfica digital compacta. Fotografei com duas delas algumas cenas de rua, bem diferentes das que me habitaram a cabeça hoje o dia todo...

Cenas de rua em Kirchheim, em dia de feira de rua.





Dienstag, 04.09.2007

Aprender a voar?

Quem disse que é fácil? Até pros passarinhos tem o processo de aprendizado. Nem eles nascem sabendo voar. Toda vez que tento, ou que tenho de, fazer algo novo, me sinto assim, como um passarinho aprendendo a voar. Como este passarinho que fotografei há exatamente um ano atrás no Brasil. Ele pulava de um galho a outro do arbusto, abanava as asas, olhava para o chão, avaliando a distância. O dia todo. Todos os dias em que ‘morei’ perto dele. Eu não vivenciei o seu triunfo mas tenho certeza que um dia ele saiu voando.


Sonntag, 02.09.2007

O que fazer em Hamburgo

E o guia de um dos passeios que fizemos em Hamburgo disse que pra conhecer a cidade você precisa três dias. Foi o que ficamos lá. Estou consciente que em três dias não se ‘conhece’ nada. Em três dias, você vê, cria uma impressão, armazena imagens e tem uma noção ligeira do que é viver ali... Mas é uma noção muito mais viva que tudo que se lê a respeito. Eu já tinha lido alguma coisa da cidade, visto alguns documentários sobre, inclusive sobre o(s) bombardeio(s) que destruiu um metade da cidade durante a segunda guerra.

Normalmente nem fazemos estes passeios de ônibus turísticos, daqueles de dois andares, mas em Hamburgo nos pareceu um boa pedida e gostamos muito. Eles passam pelos novos e pelos antigos bairros, dando preferência ao que fica dentro dos antigos muros da cidade, comentando sobre a história da cidade. Há uma tarifa que se paga uma vez e pode-se usar as duas linhas, que têm roteiro diferentes, além de interromper o passeio em diferentes pontes e retornar ao ônibus, quando ele passar de novo pelo ponto. Por isto é interessante começar de manhã para dar tempo de fazer algumas paradas quando interessar. Dia 1.

No dia 2 vá fazer um passeio de barco pelo do porto, que é imenso. Não deixe de escolher um barco grande, com o qual é possível chegar e ver de perto os imensos navios ‘containers’ atracados no porto e ver como funciona o carregamento e carregamento dos mesmo. Impressionante. O maior deles estava atracado quando estivemos lá, com capacidade para 9000 container de 20 pés de comprimento. O Queen Mary 2 , um dos maiores navios de cruzeiros transatlânticos do mundo, estava em Hamburgo quando estivemos lá. Ele, o navio, é por si uma atração a parte e quando está atracado faz parte do passeio no porto.

No dia 3, vá ao Musical em cartaz. Nós fomos. “O Rei Leão” está em cartaz no momento e mesmo sendo uma história infantil, o cenário e a caracterização dos animais faz valer a pena. E já que o musical é somente à noite, passei durante o dia pelas áreas do antigo porto, com seus armazéns, onde se pode aproveitar e visitar alguns museus. Há muitos na região. Nós fomos visitar um de temperos. Outra região, que se passa no passeio de ônibus mas que vale a pena dar um passeio à pé é o Reeperbahn, com uma história picante ligada aos antigos ‘mitos’ de marinheiros que se divertem em cada porto. Em Hamburgo não era mito, mas pura realidade, que hoje faz parte da história, uma vez que o trafego de navios no porto é muito rápido, ditado pelas novas regras de globalização: os marinheiros não têm mais tempo para a diversão. Mas a cidade mantém viva as histórias do bairro, explorando bem para o turismo. Nesta região há muitas lojas de artigos e.róticos que pessoas de ambos os sexos e de todas as idades visitam com a maior naturalidade, olhando e avaliando os artigos das prateleiras como em um supermercado comum.

Estes foram os passeios sugeridos pelo nosso guia do passeio de ônibus. Nós ainda fizemos um passeios com um barco pequeno e baixo, pelos canais da cidade. É um ângulo de visão totalmente diferente que não se têm idéia ficando só em terra. A cidade consiste de 30% de água e 30% área verde, 2500 pontes, mais que as ‘1200 pontes que Amsterdã, Veneza e Londres juntas têm’ – citando um dos guias turísticos que escutamos. O barco tem o seu ponto no lago interno, BinnenAlster, perto da prefeitura. Não tem como errar.

A visita às áreas verdes da cidade, o imenso parque da cidade ficou para uma próxima viagem. Quem aluguemos umas bicicleta quando estivermos lá da próxima vez? As nossas já tínhamos enviado pelo correio para casa, assim que chegamos lá.

Eu não fiz muitas fotos mas deixo aí algumas, inclusive algumas do Reiner. E dedico o post para a Maíra, do Caravela brasileira, que vai pra Hamburgo esta semana. Obrigada pela homenagem, Maíra.


A prefeitura de Hamburgo


A passagem de arcadas com vista para a prefeitura. Uma delícia parar para um café.


O prédio do Musical, foto do Reiner.


A área dos antigos armazéns do porto, foto do Reiner.


O porto


Um dos navios de ‘containers‘. Foto do Reiner.


O Queen Mary 2, fotografado pelo Reiner.


Vista da cidade durante o passeio de barco no porto.